sexta-feira, 16 de novembro de 2012

SAUDADE COMO ARTE

Saudade da mulher que eu amei
E que nos meus sonhos eu criei
Mas... que nunca me amou
Minha solidão
Idealizou a paixão.

Saudade da inocência de outrora
Quando eu fiz de penhora
O meu pobre coração... sofredor.

Saudade da ilusão que eu tive
Da tão sublime emoção
Que me cegou a razão

Saudade do instante tão sonhado
Do desejo de amor
que me prende ao passado

Saudade
Saudade da mulher que eu amei
E que nos meus sonhos eu criei
Mas... que nunca me amou
Minha solidão
Idealizou a paixão.

Ter saudades do passado
Pode ser do que aconteceu
Ter saudades do futuro
É querer sonhos do meu eu.

Saudade é dor que invade
Um peito que em chamas arde
Não importando a idade

Saudade
Saudade preenche a vida
Que ainda não foi vivida
Como uma obra de arte

Saudade da mulher que eu amei
E que nos meus sonhos eu criei
Mas... que nunca me amou
Minha solidão
Idealizou a paixão.

Essa saudade cresce agora
Quando em versos ou em prosa
Anotados em samba-canção
Violo e rabisco a vida
Ferindo mais
meu coração.